• andreabonotto1

Solitude, diferente de solidão

Dos inúmeros aprendizados que a migração me trouxe, uma delas foi aprender a contemplar a solitude. Eu fui invadida por um silêncio enorme. O som das rodas entre amigos, das conversas em família, foram preenchidas por uma única voz, a minha. E passeia a ouvir essa voz, cada vez mais frequente. Uma das tantas coisas que ela me dizia, era para eu escrever.



Nunca havia me permito escrever, talvez eu nunca tivesse ouvido essa voz antes ou nunca pensado que das lapiseiras de croquis, sairiam esboços de sentimentos em forma de palavras.


Escrever é abrir, mesmo que por pequenas frestas, é abrir a janela da sua alma.


Eu estou seguindo as minhas vozes e permitindo expressar meu lado mais sensível. Sem pretenção nenhuma, somente me deixando levar pelo encontro das palavras. E quantas flores lindas estou encontrando pelo caminho.


Tenho me encontrado com flores que também compartilham dos mesmos sentimentos. Que bom que eu atendi minha voz.


Escrever está me preenchendo com novos sons, os dos encontros que a escrita me levou.



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